A Federação Académica do Porto (FAP) assinalou ontem o seu 37.º aniversário, com a apresentação do estudo "Centralismo, oportunidades e mobilidade dos jovens portugueses qualificados: perceções, realidades e recomendações", desenvolvido pelo Centro de Estudos da FAP (CEFAP). A cerimónia decorreu na Sala das Máquinas do Museu do Carro Elétrico e contou com a presença de representantes das 26 associações de estudantes federadas, ex-dirigentes, parceiros, órgãos de gestão das diversas Instituições de Ensino Superior, entre outros convidados.
Durante a cerimónia, a Federação Académica do Porto apresentou o estudo sobre centralismo e oportunidades dos jovens qualificados em Portugal. A investigação procurou compreender de que forma as assimetrias territoriais condicionam as oportunidades dos jovens qualificados e influenciam o desenvolvimento das diferentes regiões do país. Para isso, cruzou a revisão da literatura científica sobre descentralização e indicadores económicos nacionais com as perceções dos estudantes da Academia do Porto, recolhidas através de um inquérito.
“O CEFAP desenvolveu aquele que é o seu mais ambicioso projeto de investigação deste mandato. Em dia de aniversário, este é também um convite para olharmos para a realidade do país, percebermos o impacto diário na vida dos estudantes, das cidades e das instituições, e as barreiras que estão a comprometer a coesão nacional e o desenvolvimento regional”, explica Francisco Porto Fernandes, presidente da FAP. A apresentação do estudo contou com a participação dos investigadores Rui Alves e do Professor Luís Carvalho, autores do estudo, desenvolvido em colaboração com Paulo Mota.
A cerimónia ficou também marcada pela 6.ª edição do Galardão Diogo Vasconcelos. Este ano, a distinção foi atribuída à ACEC - Associação Círculo de Estudos do Centralismo, pelo contributo para a investigação e o debate sobre a organização política e administrativa do país, o centralismo, a descentralização e o desenvolvimento territorial.
“Tal como Diogo Vasconcelos acreditou que a Academia tinha a responsabilidade de aproximar o Norte do resto do país e de unir diferentes realidades em torno de um propósito comum, a FAP reconhece quem faz do conhecimento uma forma de intervenção cívica”, reconhece Francisco Porto Fernandes.
Recorde-se que a Federação Académica do Porto foi fundada em 1989 e representa atualmente mais de 80 mil estudantes, integrando os quatro subsistemas de Ensino Superior existentes em Portugal: Universitário Público, Politécnico Público, Ensino Particular e Cooperativo e Ensino Concordatário.